
Na Liturgia deste Domingo, veremos, na 1ª Leitura (Jr 17,5-8), que toda pessoa que confia no Senhor é abençoada e, não temendo as adversidades da vida, produz frutos abundantes. Quando Jeremias diz: “Maldito o homem que confia no homem…”, ele está criticando a aliança que Judá realizou com as grandes potências, pois os habitantes começaram a se distanciar dos valores espirituais para assumir costumes de uma cultura de morte. Nestas palavras, Jeremias não está dizendo para não termos confiança no próximo, mas está afirmando que o amor ao reino deve ser maior que qualquer outro apego e mediação”.
Na 2ª Leitura (1Cor 15,12.16-20), o apóstolo Paulo nos diz que a fé em Cristo ressuscitado é garantia e certeza de vida eterna. Quanto mais valor atribuirmos ao céu, mais seremos comprometidos aqui na terra com os valores do reino. A ressurreição dá sentido à nossa vida e à nossa fé e é garantia de nossa própria ressurreição.
No Evangelho (Lc 6,17.20-26), Jesus propõe um caminho seguro para a felicidade, é um resumo do ensinamento de Jesus a respeito do Reino e da transformação que esse Reino produz. Jesus se apresenta como novo Moisés, que desce da montanha e transmite a lei, isto é, a vontade de Deus que leva a libertação ao ser humano. Jesus está diante de muitas pessoas, então, primeiro, Ele constata a realidade: Quem são? Com quem Ele está falando? Com os pobres, aflitos, mansos, com os que têm fome e sede de justiça, misericordiosos, puros de coração, promovem a paz etc.
Em segundo lugar, Jesus conhece as dificuldades deles: perseguidos, injuriados, excluídos etc. Aqui, poderíamos observar, na mensagem, e ver de quem Jesus está falando? Ele havia dito: “A boca fala do que o coração está cheio”. Neste texto, estão traçados dois modos de conceber a vida: ou pelo Reino de Deus ou pela própria consolação, isto é, ou em função exclusivamente desta vida ou em função da vida eterna.
Boa reflexão e que possamos produzir muitos frutos para o Reino de Deus.
Pe. Leomar Antonio Montagna
Presbítero da Arquidiocese de Maringá-PR
Leia na Íntegra: www.arquidiocesedemaringa.org.br
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